03 Maio 2007

Que a vaca vá para o brejo...

Esta semana me lembrei de uma parábola bem interessante que ouvi a um tempo atrás e da qual desconheço o autor.
Diz a parábola que um sábio viajava com seu discípulo e em determinado momento da viagem pararam em um sítio muito pobre com os moradores quase miseráveis, como já estava anoitecendo pediram pouso para aquela família. No quintal havia uma vaca magra da qual o dono do sítio se orgulhava dizendo que aquela era a única fonte de sustento da família. Com o leite que ela dava eles podiam se alimentar e o que sobrava iam até a cidade para trocar por outros mantimentos.
O discípulo ficou comovido com a situação daquela família e passou a noite toda tentando achar uma solução para o problema. No dia seguinte se despediram da família e quando já estavam na estrada o mestre mandou que o discípulo voltasse e empurrasse a vaca no barranco. O discípulo indignado com a atitude do mestre tentou argumentar, mas o mestre foi firme e mandou que ele empurrasse a vaca. O discípulo cumpriu a ordem do mestre com muita dor no coração e ambos continuaram a viajem de volta para casa.
Passados alguns anos o discípulo, que não conseguia deixar de pensar naquela família resolveu voltar até eles para saber como estavam. Ao chegar ao local do antigo casebre, viu uma linda casa com piscina e vários carros ali estacionados, olhou ao redor e viu uma grande e linda plantação. Com muito pesar lembrou-se da família pobre que ali vivia e pensou: Com certeza depois da morte da vaca tiveram que vender a propriedade e se mudar para outro lugar. Ainda pensava sobre isso, quando se aproximou dele um senhor bastante alegre e saudável e ele imediatamente reconheceu os traços do proprietário magro e cansado que havia conhecido há alguns anos atrás. Identificou-se e perguntou o que tinha acontecido e o senhor lhe respondeu: -Quando vocês foram embora a nossa única vaquinha caiu no barranco e tivemos que buscar alternativas para sobreviver. E hoje eu posso dizer que a melhor coisa que nos aconteceu foi a morte da nossa vaquinha.

E você? Qual é a vaquinha à qual você está preso? Será que não é hora de empurra-la no barranco? Muitas vezes não conseguimos progredir porque ficamos amarrados ao nosso comodismo e presos na nossa zona de conforto. É hora de despertar e deixar que a vaca vá de uma vez para o brejo.
Cristiane Simões

24 Abril 2007

Está "atucanado"*?

Você acordou disposto, sorrindo pra vida, se arrumou todo, pegou sua agenda com seu planejamento diário e se pôs a caminho, para mais um dia, cheio de compromissos e tarefas, bem organizado e devidamente definido.
Para começar bem o dia, o carro não funcionou e você teve que ir de ônibus, o que lhe custou 40 minutos de atraso em um dia que tinha tudo para ser bem sucedido. Chegou ao trabalho um pouco agitado por causa do imprevisto, respirou fundo, abriu a agenda e antes de conseguir ligar o computador o telefone tocou e você foi chamado para uma reunião de urgência que durou a manhã inteira e terminou em um almoço com o chefe e os demais companheiros da equipe para concluir o assunto iniciado na reunião.
Após o almoço você tinha a intenção de iniciar as tarefas agendadas para o dia, mas já tinha uma visita técnica marcada o que iria lhe tomar o resto da tarde. Conclusão de nada adiantou o seu planejamento, certo?
Errado. Não foi o seu planejamento que foi mal feito, ou mal dimensionado, foram às situações externas que o impediram de realiza-lo. Pois é, muitas pessoas ao ter experiências como estas, desistem de planejar e acham que o planejamento é coisa inútil e por isso perdem grandes oportunidades por falta de flexibilidade e de organização. Quem planeja, consegue realizar as tarefas dentro do prazo e um dia difícil como o acima descrito não prejudica o bom andamento do trabalho, pois quem planeja pode ser flexível e aceitar imprevistos sem precisar perder a cabeça. É claro, que ninguém tem sangue de barata e um dia em que os imprevistos predominam deixa qualquer um com o humor um pouco alterado, mas para quem consegue se planejar o humor volta ao normal no dia seguinte. Agora se você está perdendo prazos e não tem flexibilidade para um dia de imprevistos, o humor pode continuar péssimo por semanas.
Por isso, planeje sempre e seja flexível e compreensivo com você mesmo, com os outros e com as situações, assim você vai acordar bem todos os dias.

* Atucanado = ocupado, atarefado

Cristiane Simões

10 Abril 2007

O que a Semana Santa significa para mim?

Alegria, Alegria! Cristo Vive, Cristo Reina! Ele Ressuscitou, Aleluia!
Depois de tanto tempo sem aparecer, eis me aqui novamente e espero que desta vez seja pra ficar.
Vivendo a alegria do tempo pascal, nada melhor do que refletir sobre a ressurreição e a vida. Como foi a sua semana Santa? Foi realmente santa ou foi apenas mais um feriado que você aproveitou para curtir todas? Pois é, entre tantas coisas na nossa vida que perderam o sentido a Semana Santa é uma delas. Estava na Igreja participando da Vigília Pascal e fiquei indignada com a falta de respeito de um cidadão ou cidadã que por ali passou várias vezes com o que, pelo tamanho do barulho, parecia ser um “possante veículo”, equipado com seu não menos “possante som” que gritava popozudas e outros termos que não merecem ser citados.
Fiquei imaginando, qual o sentido da Semana Santa para tal pessoa? Será que alguém já falou sobre a mesma para ela? Será está pessoa, alguém que eu conheço e para a qual não fui testemunha fiel da minha fé?
Estes e tantos outros questionamentos me invadiram a alma e a frase que não queria calar gritava em meu coração “A fé sem obras é morta”. Quais são as obras que tenho produzido como fruto da minha fé? Qual o testemunho que tenho dado?
Vivemos a alegria do Ressuscitado, mas precisamos fazer com que essa alegria contagie a todos e ajude a fazer com que a vida seja mais valorizada e mais cheia de sentido, de força e de amor.
Uma ótima experiência de ressurreição para você!

08 Dezembro 2006

E ai pessoal...

E ai pessoal... Depois de uma pausa estou novamente postando.
Quero primeiramente partilhar que consegui, seguindo planejamento para esse ano, alcançar as metas estabelecidas. Pude concluir com êxito meu primeiro ano na faculdade, bem como concluir meu curso de Comunicação Visual em São Paulo e também fechar um bom ano no trabalho. (digo fechar pois estou de férias...uhuhuhuh eheheheh...)
Estou preparando novos textos e em breve estarei postando. Grande abraço!


André Bittencourt

20 Outubro 2006

Qual é a sua marca?

Sabe aqueles testes malucos que circulam pela internet e que revelam a sua personalidade através de uma série de perguntas?
Pois é, hoje recebi um destes testes e achei muito interessante o resultado. Nunca imaginei que as pessoas pudessem me ver da maneira que o teste revelou que elas vêem. Nunca imaginei que pudesse causar uma impressão tão boa nas pessoas... Se é que o resultado do teste é confiável né?
Mas, esse teste serviu para eu refletir um pouco sobre as marcas que deixo na vida das pessoas, serviu também para despertar em mim o desejo de deixar as marcas boas que o teste revelou.
Padre Jonas Abib, uma pessoa muita querida, sempre diz: “O problema é meu, mas a cara é do outro”. Pois é, constatei com grande desapontamento que muitas vezes deixo marcas de irritação, mau humor e antipatia nas pessoas que passam por mim na correria do dia a dia, apesar de o teste ter revelado exatamente o contrário. Ainda bem né?
Preciso me vigiar para deixar nas pessoas as melhores marcas de mim. Claro que não sou perfeita e não estou bem todos os dias, mas é preciso exercitar a humildade e reconhecer os erros e se colocar diante do outro com a disposição de remarcar as impressões negativas que posso ter deixado.
Estou me esforçando e espero deixar em você uma marca bem forte dos valores que me são mais caros.
Por hoje, que a sua vida seja marcada por um grande e sincero sorriso, daqueles que abrem as portas da alma para as coisas boas da vida.

Cristiane Simões

14 Setembro 2006

É lógico!!!

Quando nos deparamos com situações inesperadas o melhor é pensar logicamente. Vivemos muitas experiências em nosso trabalho que nos deixam por um instante perdidos, às vezes irritados e stressados.
Em alguns dias de trabalho, meu nome parece doce na boca de criança. Isso acontece porque além de minha função principal, também auxilio o meu departamento com a manutenção dos micros, rede e conexão com a net. Em um desses dias em que meu nome era um doce, estava trabalhando em um projeto que me consumia muito tempo e concentração, e a cada vez que alguém me chamava me irritava. Em uma determinada situação, um(a) colega de trabalho me pediu algo que estava além de minhas competências e passei o problema para a pessoa responsável ficando no aguardo. De tempo em tempo, cobrava uma resposta. Esse amigo(a), achando que eu não tinha feito nada, resolveu solucionar por si mesmo e atravessou por mim entrando em contato com aquele com quem eu já estava falando. O resultado disso não precisa nem contar, não é? As atitudes e a postura do(a) colega foram me mostrando que se esperava de mim uma postura de amigão, resolvendo o problema o mais rápido possível. Deixei todo o problema e meu stress passarem e no dia seguinte chamei essa pessoa pra conversar. Como resolver esse conflito em que uma pessoa acha que a sua amizade pode sobrepor limites e processos dentro da empresa? Resposta simples:
Eu trabalho com um Amigo(a)
Amigo(a) está na mesma empresa e no mesmo setor
LOGO Amigo(a) = a colega de trabalho.
É LÓGICO!
Precisamos aprender a ver os limites e diferenciarmos o que é ser amigo e colega, os momentos em que devemos ser amigos e sermos colegas que estão debaixo das mesmas regras.
Ahhh... E uma dica importante nessa história, nunca deixe de conversar e esclarecer o ocorrido, e se lembre que em uma conversa ambos falam e escutam.


André Bittencourt

Lapsos de Memória

Sabe aqueles micos que a gente paga quando a memória falha? Aqueles furos que tiram o chão debaixo de nossos pés? Pois é, eu sou vítima desses episódios. Já dei todos os furos que você pode imaginar, mas no último deixei para o meu marido a tarefa de pagar o mico.
Toda quinta-feira nós deixamos a chave de casa com a nossa auxiliar para que ela possa fazer a faxina para nós, então ficamos com uma chave só... Pois é, hoje eu tranquei o meu marido dentro de casa, mas juro que não foi por querer. O coitado teve que sair pelo quintal do vizinho. Imagine a cena! Ainda bem que não fui eu né?
Pois é, quando essas coisas acontecem o melhor a fazer é rir, rir de nós mesmos, da situação, rir e transformar o constrangimento em divertimento.
Uma outra coisa boa a se fazer é procurar um médico e tomar um remedinho pra memória. Agora se você for atrapalhado(a) como eu, sinto informar que não há remédio que dê jeito.

Um dia cheio de alegria e de risos para você.

Cristiane Simões

11 Setembro 2006

Valores? Quais são os seus?

Valores? Quais são os seus?

Na tarde do último sábado, estava eu reunida com minha família na casa de meus pais, todos atentos, às lições de vida de nossa Avó. Uma senhora, “pequitita”, como ela mesma se descreve, de cabelos brancos, voz firme, gestos delicados, vaidade conservada desde a juventude e a sabedoria adquirida em noventa anos de vida.
Naquela tarde a TV deu lugar a uma gostosa conversa, recheada com grandes lições de dignidade, verdade, caridade e humildade, valores um tanto ausentes na sociedade de hoje.
Com certeza, temos muitos exemplos desses valores pelo Brasil a fora, mas infelizmente não vemos a divulgação desses maravilhosos exemplos, o que vemos são dólares na cueca, mensalão, sanguessugas e outras coisinhas mais.
Mas decepções à parte, vamos voltar a gostosa conversa que tivemos com minha avó, que também não tem estudo, mas se orgulha de ter aprendido com a vida a ser educada, digna, simples e honesta.
Entre tantas coisas ditas naquela tarde, uma em particular me marcou. Minha Avó disse:
“O mundo evoluiu muito e isso é bom. Nós precisamos acompanhar a evolução e nos adaptarmos às novas tecnologias, mas uma coisa nós não podemos nunca: perder os nossos valores. Precisamos cultivar o amor, agir com simplicidade, humildade e caridade e independente da situação dizer sempre a verdade”.
Que grande lição de vida, ein?Que possamos refletir sobre quais são os nossos valores, ou quem sabe em onde os deixamos pelos caminhos da vida. Ainda há tempo de resgatar valores e de fazer com que o mundo seja melhor e uma grande oportunidade para exercitarmos são as eleições que se aproximam. Análise a vida dos candidatos, os valores que eles testemunham e vote conscientemente.


Cristiane Simões